sábado, 6 de abril de 2019

A CRÔNICA DE UM QUASE FOTÓGRAFO


Por quê não quero ser um fotógrafo!?
(Crônica)
Nesse pouco tempo tirando fotos, por puro Hobby, aprendi algumas coisas sobre esse mundo da fotografia. Você precisa ter uma máquina boa, uma lente boa, usando técnicas boas. Nem tente me convencer que só preciso ter talento e qualquer equipamento. Pra mim não funcionou. São inúmeros termos técnicos, o plongée, flare, fotometria, superexposição, regra dos terços, golden não sei o quê e tantos outros. E os três pilares da fotografia? Tem que dominar, ou não vai sair foto boa. E o tal do ISO. Ahhh! Hoje se tiver que usar um ISO maior que 800 nem aperto o botão, sai tudo granulado, tem gente que gosta. O fotógrafo tem que dominar técnicas com o flash. Eu nem penso em comprar um. Mas não basta. Percebi nas minhas fotos que é preciso um tripé, ou corro o risco das fotos saírem meio tremidas, salvo aquelas que ficam boas e selecionamos, entre dez outras que deletamos, e postamos no Instagram para pensarem que tudo é magia quando acionamos o botão da nossa DSLR. Pra cada tipo de foto, uma lente diferente. Se não tem paciência, use o celular, a maioria das pessoas nem vai saber a diferença, pois os detalhes hoje são para pessoas sensíveis e requintadas, de percepção diferenciada das coisas. Também fiquei sabendo que essas fotos legais não saem da máquina assim, tem o tal do tratamento e pós-edição. Pra ser fotógrafo, tem que ser artista, diretor, editor de ensaios, produtor, empreendedor ou não vai se destacar. Outra coisa que não é fácil é acertar a configuração e zerar o tal do fotômetro. Às vezes você tira uma foto desfocada legal e a pessoa retratada reclama que a paisagem atrás saiu “toda tremida”. Quase sempre uma boa foto só reconhece quem sabe tirar. E esses caras que fazem vídeos no YouTube? Eles se odeiam, mas se respeitam. Se algum falar mal do outro, nem me inscrevo no canal dele. Quase tudo que aprendi sobre fotografia foi com eles. Parece que ninguém é fotógrafo, são produtores de imagens. A um ano nem sonhava em pagar para ter acesso a aplicativo de edição. Detalhe obrigatório para o fotógrafo. Certa vez uma moça muito bonita, que me achou num desses grupos de fotografia, perguntou se “rolava umas fotos para um book”, se podia pagar de outro jeito. Nossa!!, pensei muito pra não me arrepender do que iria fazer ou falar (Ou propor!!). Enfim, aceitei o convite, combinei uma tarde de sábado, tirei as fotos e pronto. No fim disse “amanhã te envio as fotos”, e ela “Só isso?”, eu “sim, só isso”. Juro que fiquei muito orgulhoso de mim (Se bem que rolou um certo sentimento de confusão aqui comigo, mas superei, Ufa!). Achei que ela ficaria decepcionada e nem iria ver as fotos, mas no meio da semana vi que ela mudou a foto de capa e do perfil do facebook, depois colocou quase todo restante no Instagram.  Vi uma amiga dela perguntando “Quem tirou essas fotos?”. Ali seria o início do meu reconhecimento como fotógrafo que nem sou. Mas ela respondeu “Fui num estúdio e contratei um fotógrafo, mas nem se anime que você não tem dinheiro pra pagar essas coisas”. Mais uma vez... fiquei orgulhoso.

Raul Alfredo Schier

DIVAGAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS

Algumas idéias apresentadas na primeira parte do livro de Roberto Lobato Corrêa “Região e organização espacial”. O PENSAMENTO CIENTÍFICO...